Seria muito fácil ser professor se o que fosse ensinado
fosse aprendido objetivamente e no tempo previsto. Mas isso seria possível se
fossemos ”máquinas de aprender”. Embora seja exatamente isso que é esperado por
grande parte dos professores. Não podemos esquecer que nossos alunos podem aprendem
mais que ensinamos mas diferente do que
foi ensinado e no tempo que cada um estiver condições para a aprendizagem. Nesses
aspectos, Paulo Freire continua a ser o grande mestre quando ele preconizava
que a educação só se realiza quando o que foi aprendido transforme em vida. Isto
é, que faça parte da nossa forma de ver o mundo e que o que fora ensinado não
seja apenas informação inerte e, portanto inócua para nossas vidas..
Em tantas salas de aulas pelo mundo a fora os professores
preparam os alunos para que esqueçam tudo que for ensinado. Pois como defesa o
nosso cérebro se prepara para esquecer o que é desagradável, assim como uma mãe
esquece a dor do parto assim que pega em seus braços o filho tão esperado.
Ainda bem que somos preparados biologicamente para esse esquecimento
estratégico porque caso contrário a saúde mental estaria comprometida. É o que
podemos esperar de nossos alunos, que esqueçam os momentos desagradáveis em
nossas escolas.
É bastante comum encontrar professores que dizem que foram
aprender de fato quando viram professor. Mas certamente o comportamento dos
seus professores na sala de aula e as estratégias de ensino vividas por ele
como estudantes serão reproduzidas e possibilitando a perpetuação dos equívocos
na educação. Isso é muito significativo porque denuncia a qualidade da formação
docente. Precisamos de um passo a frente, nem tudo que os antigos diziam é
verdade, muito pouco do que vivemos na sala de aula dever ser reproduzido e não
há o que se possa ser ensinado se não foi aprendido.
De fato não temos muitos educadores atuando na educação, em
geral o que temos são técnicos que reproduzem uma aprendizagem livresca, descontextualizada
e sem domínio metodológico. Muitos deles nem se preocupam com seu comportamento
diante dos alunos, talvez nem sabem que nós apreendemos informações com todos
os sentidos e que de uma longa aula de matemática pode restar apenas o mal
estar causado pela ‘lição de moral’ para os que não entregaram as atividades
realizadas. Precisamos de educadores que acreditem no que fazem, pois não é
possível ser educador sem acreditar na educação, nas pessoas que participam do
processo e no conteúdo que for ensinado.
SIM, FICO INDIGNADA QUANDO UM PROFESSOR ENCAMINHA UM ALUNO ATÉ A COORDENAÇÃO POR QUALQUER MOTIVO , ACHO EU QUE ELE QUER JOGAR A BOLA PARA FRENTE E NADA DE COMPROMISSO. O RESTO É QUE SE DANE.
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