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Pelo menos nesse espaço posso expressar as idéias que parecem malucas. Afinal, porque termos medo de sermos malucos se todas as grandes personalidades da história foram consideradas malucas em seu tempo.


2 de setembro de 2011

O que se ensina & o que se aprende



Seria muito fácil ser professor se o que fosse ensinado fosse aprendido objetivamente e no tempo previsto. Mas isso seria possível se fossemos ”máquinas de aprender”. Embora seja exatamente isso que é esperado por grande parte dos professores. Não podemos esquecer que nossos alunos podem aprendem mais que ensinamos mas  diferente do que foi ensinado e no tempo que cada um estiver condições para a aprendizagem. Nesses aspectos, Paulo Freire continua a ser o grande mestre quando ele preconizava que a educação só se realiza quando o que foi aprendido transforme em vida. Isto é, que faça parte da nossa forma de ver o mundo e que o que fora ensinado não seja apenas informação inerte e, portanto inócua para nossas vidas..
Em tantas salas de aulas pelo mundo a fora os professores preparam os alunos para que esqueçam tudo que for ensinado. Pois como defesa o nosso cérebro se prepara para esquecer o que é desagradável, assim como uma mãe esquece a dor do parto assim que pega em seus braços o filho tão esperado. Ainda bem que somos preparados biologicamente para esse esquecimento estratégico porque caso contrário a saúde mental estaria comprometida. É o que podemos esperar de nossos alunos, que esqueçam os momentos desagradáveis em nossas escolas.
É bastante comum encontrar professores que dizem que foram aprender de fato quando viram professor. Mas certamente o comportamento dos seus professores na sala de aula e as estratégias de ensino vividas por ele como estudantes serão reproduzidas e possibilitando a perpetuação dos equívocos na educação. Isso é muito significativo porque denuncia a qualidade da formação docente. Precisamos de um passo a frente, nem tudo que os antigos diziam é verdade, muito pouco do que vivemos na sala de aula dever ser reproduzido e não há o que se possa ser ensinado se não foi aprendido.
De fato não temos muitos educadores atuando na educação, em geral o que temos são técnicos que reproduzem uma aprendizagem livresca, descontextualizada e sem domínio metodológico. Muitos deles nem se preocupam com seu comportamento diante dos alunos, talvez nem sabem que nós apreendemos informações com todos os sentidos e que de uma longa aula de matemática pode restar apenas o mal estar causado pela ‘lição de moral’ para os que não entregaram as atividades realizadas. Precisamos de educadores que acreditem no que fazem, pois não é possível ser educador sem acreditar na educação, nas pessoas que participam do processo e no conteúdo que for ensinado.

Um comentário:

  1. ANDIARA FERREIRA DA SILVA4 de setembro de 2011 às 02:09

    SIM, FICO INDIGNADA QUANDO UM PROFESSOR ENCAMINHA UM ALUNO ATÉ A COORDENAÇÃO POR QUALQUER MOTIVO , ACHO EU QUE ELE QUER JOGAR A BOLA PARA FRENTE E NADA DE COMPROMISSO. O RESTO É QUE SE DANE.

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