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Pelo menos nesse espaço posso expressar as idéias que parecem malucas. Afinal, porque termos medo de sermos malucos se todas as grandes personalidades da história foram consideradas malucas em seu tempo.


2 de setembro de 2011

Ensinar ou treinar?


Por outro lado, como dizia Paulo Freire[i], “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da realidade não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa. Como aprender a discutir e a debater com uma educação que impõe?”. Eis a pergunta, mas com repostas escassas. Não posso entender que um ato de amor possa ser um ato que cause desprazer continuado. Nem posso aceitar que uma ação violenta em nome da ordem de uma sala de aula que tem por finalidade principal o domínio dos corpos e mentes seja um ato de amor. 
Creio que os professores reunidos em uma instituição chamada escola precisam preocupar mais com a aprendizagem que com o ensino. Afinal, esse deve ser o objetivo ultimo do trabalho docente. O que temos observado não é o educar como um ato de amor, como dizia Paulo Freire, mas processo de treinamento que não coaduna com as expectativas da sociedade atual.
Sabemos que o treinamento também é necessário para obter um bom emprego, mas se a escola se propõe a educar seu trabalho não podem ficar restrito metodologias que reportam a memória imediata, nem a tempos de aprendizagem que não respeitas o fluxo da vida. Veja que uma expressão corriqueira nas escolas, a expressão ”turma” para referir aos alunos que participam do mesmo processo em determinada sala denota esse desrespeito às individualidades. Uma turma supõe igualdades e por isso é possível supor que possa ensinar a mesma coisa da mesma maneira porque são “iguais”. Porém, não é uma “turma”, são sujeitos do processo de aprendizagem que cuja individualidade foi construída por meio da sua história, constituída pela sua família, seu contexto social e os meios de comunicação que permeou todos os contextos de sua vida. Portanto não é uma “turma”, são individualidades que tem experiências diferentes, capacidades diferentes e que precisam de tempos diferentes para que a aprendizagem se efetive.


[i] FREIRE, Paulo. Educação como prática para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.

Um comentário:

  1. Andiara Ferreia da Silva4 de setembro de 2011 às 01:59

    Gostei é um meio de estarmos interagindo, aumenta o conhecimento e descontrai a mente. OK Andiara

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