Por outro lado, como dizia Paulo Freire[i], “A educação é um ato de
amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da
realidade não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa. Como
aprender a discutir e a debater com uma educação que impõe?”. Eis a pergunta, mas com
repostas escassas. Não posso entender que um ato de amor possa ser um ato que
cause desprazer continuado. Nem posso aceitar que uma ação violenta em nome da
ordem de uma sala de aula que tem por finalidade principal o domínio dos corpos
e mentes seja um ato de amor.
Creio que os professores reunidos em uma instituição chamada escola
precisam preocupar mais com a aprendizagem que com o ensino. Afinal, esse deve
ser o objetivo ultimo do trabalho docente. O que temos observado não é o educar
como um ato de amor, como dizia Paulo Freire, mas processo de treinamento que
não coaduna com as expectativas da sociedade atual.
Sabemos que o treinamento também é necessário para obter um bom emprego,
mas se a escola se propõe a educar seu trabalho não podem ficar restrito
metodologias que reportam a memória imediata, nem a tempos de aprendizagem que
não respeitas o fluxo da vida. Veja que uma expressão corriqueira nas escolas, a
expressão ”turma” para referir aos alunos que participam do mesmo processo em
determinada sala denota esse desrespeito às individualidades. Uma turma supõe
igualdades e por isso é possível supor que possa ensinar a mesma coisa da mesma
maneira porque são “iguais”. Porém, não é uma “turma”, são sujeitos do processo
de aprendizagem que cuja individualidade foi construída por meio da sua história,
constituída pela sua família, seu contexto social e os meios de comunicação que
permeou todos os contextos de sua vida. Portanto não é uma “turma”, são
individualidades que tem experiências diferentes, capacidades diferentes e que precisam
de tempos diferentes para que a aprendizagem se efetive.
Gostei é um meio de estarmos interagindo, aumenta o conhecimento e descontrai a mente. OK Andiara
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