Prefiro acreditar que a aprendizagem é um ato de prazer, mas
de um prazer que não depende necessariamente de motivação externa. Vejo as
crianças felizes ao conseguir realizar certas façanhas importantes para sua
vida, como vi o menino sorridente que veio me dizer que aprendeu “tudo” sobre
música, eu perguntei o que ele havia aprendido e ele repetiu contando nos
dedos: “dó, ré, mi, fé, sol, lá, si”. Para o professor isso pode não ter sido
importante, mas para ele foi muito importante porque ele sentiu se capaz de
aprender música.
Como educadores temos que aprender sempre, aprender com cada
aluno para que eu possamos contribuir para o seu aprendizado, afinal ''O Professor
não ensina; ajuda ao aluno a aprender"[i]. Se não
aprendermos como cada aluno aprende nosso trabalho fica bem mais difícil quando
percebemos que temos que atender a diversas necessidades e não sabemos quais.
Essa variação pode ser mínima, as vezes
basta uma ação mais afetiva com determinado aluno para que ele rompa as
barreiras que o impede no seu processo de aprendizagem.
Estou certo que se eu manifesto um desprazer em ensinar
ficará muito mais difícil despertar o prazer de aprender. Por isso acredito que
os professores educadores são também bons atores na sua profissão, eles precisam
manter uma expressão de alegria mesmo quando as condições não são favoráveis.
Ele não faz isso por falsidade ou por serem alienados, mas porque sabem que se
a situação não é boa, pode ficar pior se
ele não fizer bem a sua parte.
[i] Entrevista com Eric Mazur. Disponível em http://nautilus.fis.uc.pt/gazeta/revistas/26_1/entrevista.pdf.
Acessado em 01/09/2011
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