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Pelo menos nesse espaço posso expressar as idéias que parecem malucas. Afinal, porque termos medo de sermos malucos se todas as grandes personalidades da história foram consideradas malucas em seu tempo.


2 de setembro de 2011

Aprendizagem: um ato de prazer



Prefiro acreditar que a aprendizagem é um ato de prazer, mas de um prazer que não depende necessariamente de motivação externa. Vejo as crianças felizes ao conseguir realizar certas façanhas importantes para sua vida, como vi o menino sorridente que veio me dizer que aprendeu “tudo” sobre música, eu perguntei o que ele havia aprendido e ele repetiu contando nos dedos: “dó, ré, mi, fé, sol, lá, si”. Para o professor isso pode não ter sido importante, mas para ele foi muito importante porque ele sentiu se capaz de aprender música.
Como educadores temos que aprender sempre, aprender com cada aluno para que eu possamos contribuir para o seu aprendizado,  afinal ''O Professor não ensina; ajuda ao aluno a aprender"[i]. Se não aprendermos como cada aluno aprende nosso trabalho fica bem mais difícil quando percebemos que temos que atender a diversas necessidades e não sabemos quais. Essa variação pode ser  mínima, as vezes basta uma ação mais afetiva com determinado aluno para que ele rompa as barreiras que o impede no seu processo de aprendizagem.
Estou certo que se eu manifesto um desprazer em ensinar ficará muito mais difícil despertar o prazer de aprender. Por isso acredito que os professores educadores são também bons atores na sua profissão, eles precisam manter uma expressão de alegria mesmo quando as condições não são favoráveis. Ele não faz isso por falsidade ou por serem alienados, mas porque sabem que se a situação não é boa,  pode ficar pior se ele não fizer bem a sua parte.


[i] Entrevista com Eric Mazur. Disponível em http://nautilus.fis.uc.pt/gazeta/revistas/26_1/entrevista.pdf. Acessado em 01/09/2011

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