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Pelo menos nesse espaço posso expressar as idéias que parecem malucas. Afinal, porque termos medo de sermos malucos se todas as grandes personalidades da história foram consideradas malucas em seu tempo.


2 de setembro de 2011

Autonomia: um ato de respeito



Falar de autonomia na aprendizagem soa logo como sendo uma proposta anárquica da educação que não prevê limites para os alunos. Ao contrário, respeitar a autonomia do apendente no processo de aprendizagem é ajudá-lo a construir limites claros e significativos para ele. Também não se trata de entregar no primeiro dia de aula um código de normas ou um roteiro de como estudar. Trata-se de conduzi-lo de forma segura e sem estresse à compreensão da vida em todas as suas dimensões. Isso pode ser agradável desde que esteja sintonizado com espírito do aprendente. Para isso precisamos considerar o seu contexto de vida e a sua história.
Outro contexto fundamental para a construção da autonomia e a escola. A escola deve se constituir como uma unidade que favoreça a aprendizagem (e não apenas ao ensino!) e a curiosidade dos seus alunos. É necessário que os educadores dessa unidade escolar estejam bastante seguro que o mais importante na instituição não é o trabalho do professor, mas sim a aprendizagem dos alunos. A autonomia do professor não da o direito de fazer o que quiser em sua sala de aula, pois é um Professional que atua numa instituição que tem um projeto pedagógico. Se cada professor der sua aula do jeito que quiser isso pode ser justificado pelo mito da autonomia pedagógica, mas se a gestão escolar não produzir a integração das atividades, das pessoas e das situações que envolvem o contexto escolar não há como estruturar de fato uma unidade escolar.
Por fim, entender a aprendizagem é um processo complexo e que não é a resultante imediata e objetiva de alguma aula. Se for exigido do aluno apenas que ele faça uma reserva de conhecimento para utilizar na “prova” não podemos querer que resultado do nosso trabalho produzisse mais que isso. Por outro lado, se queremos que nosso trabalho seja importante para construção da cidadania, precisamos participar da construção da autonomia de cada estudante e assim possa construir uma capacidade de aprendizagem e de entendimento da vida. Precisamos entender que há um tempo para que aprendizagem aconteça e esse tempo não gerido nem pela gestão da escola nem pelos mecanismos de ensino. Participar da construção da autonomia cognitiva do estudante é dar a ele condições para que utilize dessa aprendizagem escolar para compreender a dinâmica da vida.
Outro dia encontrei com um professor universitário que foi meu aluno nas aulas de filosofia no primeiro período de seu curso de economia.  Ele me disse que sempre que ele vai preparar uma aula lembra-se de uma frase minha: ”não confie no estou dizendo, confie no que você aprender”. Para falar a verdade, nem lembrava mais dessa frase mais continua acreditando nela.

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