Quando falamos em escola ou de educação facilmente perguntamos qual é o perfil dos nossos alunos.
É uma pergunta muito difícil de
responder considerando que os alunos que temos é resultado de um contexto
social e portanto mesmo que o vários alunos de uma escola residam numa mesma região
geográfica podem ter diferenças culturais advinda do núcleo familiar. Não podemos
negar que são parecidos mas não são iguais. Cada um tem uma historia de vida, experiências
diferentes e contextos que propiciaram vivências diferentes.
Se considerarmos
que os alunos são todos diferentes enquanto pessoa, pelo menos no aspecto psicológico,
temos que considerar a necessidade de tratá-los conforme suas diferenças. Penso
que não deve ser fácil para um aluno que sofre com a repressão familiar que não
o autorize discutir com os adultos a atender aos estímulos do professor para
que manifeste sua opinião sobre qualquer assunto. Por outro lado, também é igualmente
difícil para um adolescente que vive em uma família que não estabelece limite
de comportamentos ficar em uma sala de aula sentado por tanto tempo diariamente
e tendo que atender regras desconhecidas dele antes dos ingresso ao ambiente
escolar.
Vejamos uma situação
comum em sala de aula: o professor que resolver “dar pontos por participação”. Nesse
caso, a priori parece interessante pelo fato de motivar os alunos a prestarem
atenção em sua explicação e aumentar o interesse em participar. Mas será
que é justo com alunos tímidos que podem ser muito inteligentes mas que tem
dificuldade de manifestar em público? Nesse caso os alunos desinibido que não
dedica suficientemente nos estudos podem sair melhor que um aluno tímido muito
estudioso.
Precisaríamos descobrir
uma maneira de tratar os alunos respeitando suas potencialidades e dificuldades
para termos a certeza de que estamos tratando com igualdade. Porque essa estratégia
de avaliação que considera a participação
como sendo a manifestação espontânea em debates ou quando é incitado pelo
professor certamente não é uma forma justa de avaliação. Até pode contribuir
para que os alunos tímidos supere sua dificuldade de falar em publico mas não
poderia ser considerado como forma de avaliação sob risco de penalisá-los não
por no terem estudado mas por não terem a mesma facilidade que os demais.
Creio que uma parte
da formação precise realmente ser dar de forma coletiva, mas não creio que
podemos fazer dessa a principal forma de ensinar. Não tenho dúvida que uma instituição
de ensino precisa ter menos trabalhos coletivos e muito mais trabalhos individuais
de acompanhamento e produção. Não creio que uma sala de aula como dezenas de
pessoas diferentes deva ter uma única estratégia de ensino. Se as pessoas
aprendem de forma deferente uma das outras devido seu capital cultural, tratá-las
de forma igual certamente não terá resultado o resultado que se pretende.
Cada aluno precisa
ter condições de desenvolver a seu tempo
e na maneira mais adequada para sua aprendizagem. Isto inclui mudanças nos períodos
escolares para que respeite o tempo de aprendizagem do aluno e não seja
unificado. Sendo assim, a primeira conseqüência seria o fim da reprovação
escolar, mas mão significaria a aprovação sem o devido conhecimento. Porque cada
estudante seria acompanhado em seu processo de aprendizagem e cada um poderia
terminar cada fase em tempos diferentes. Certamente os professores e gestores da
educação tradicional considerariam utópica essa proposta porque seria impossível
administrar uma escola dessa maneira. Nesse caso eu concordo como eles. Seria
até mesmo impossível implementar uma mudança tão significativa enquanto a educação
estiver sendo norteada para o ensino e não para a aprendizagem. No momento que
torne mais importante a aprendizagem de cada aluno que a “turma” descrita no diário.
Que o professor seja de fato um
orientador do processo de aprendizagem e não o encarregado de ministrar aulas
poderemos certamente provar que na educação é mais importante a aprendizagem
dos alunos que sistema escolar.
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