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Pelo menos nesse espaço posso expressar as idéias que parecem malucas. Afinal, porque termos medo de sermos malucos se todas as grandes personalidades da história foram consideradas malucas em seu tempo.


23 de maio de 2010

OS ALUNOS NÃO PODEM SER TRATADOS DE FORMA IGUAL



Quando falamos em escola ou de educação facilmente perguntamos qual é o perfil dos nossos alunos.  É uma pergunta muito difícil de responder considerando que os alunos que temos é resultado de um contexto social e portanto mesmo que o vários alunos de uma escola residam numa mesma região geográfica podem ter diferenças culturais advinda do núcleo familiar. Não podemos negar que são parecidos mas não são iguais. Cada um tem uma historia de vida, experiências diferentes e contextos que propiciaram vivências diferentes.
Se considerarmos que os alunos são todos diferentes enquanto pessoa, pelo menos no aspecto psicológico, temos que considerar a necessidade de tratá-los conforme suas diferenças. Penso que não deve ser fácil para um aluno que sofre com a repressão familiar que não o autorize discutir com os adultos a atender aos estímulos do professor para que manifeste sua opinião sobre qualquer assunto. Por outro lado, também é igualmente difícil para um adolescente que vive em uma família que não estabelece limite de comportamentos ficar em uma sala de aula sentado por tanto tempo diariamente e tendo que atender regras desconhecidas dele antes dos ingresso ao ambiente escolar.
Vejamos uma situação comum em sala de aula: o professor que resolver “dar pontos por participação”. Nesse caso, a priori parece interessante pelo fato de motivar os alunos a prestarem atenção em sua explicação e aumentar o interesse em participar. Mas será que é justo com alunos tímidos que podem ser muito inteligentes mas que tem dificuldade de manifestar em público? Nesse caso os alunos desinibido que não dedica suficientemente nos estudos podem sair melhor que um aluno tímido muito estudioso.
Precisaríamos descobrir uma maneira de tratar os alunos respeitando suas potencialidades e dificuldades para termos a certeza de que estamos tratando com igualdade. Porque essa estratégia de avaliação que  considera a participação como sendo a manifestação espontânea em debates ou quando é incitado pelo professor certamente não é uma forma justa de avaliação. Até pode contribuir para que os alunos tímidos supere sua dificuldade de falar em publico mas não poderia ser considerado como forma de avaliação sob risco de penalisá-los não por no terem estudado mas por não terem a mesma facilidade que os demais.
Creio que uma parte da formação precise realmente ser dar de forma coletiva, mas não creio que podemos fazer dessa a principal forma de ensinar. Não tenho dúvida que uma instituição de ensino precisa ter menos trabalhos coletivos e muito mais trabalhos individuais de acompanhamento e produção. Não creio que uma sala de aula como dezenas de pessoas diferentes deva ter uma única estratégia de ensino. Se as pessoas aprendem de forma deferente uma das outras devido seu capital cultural, tratá-las de forma igual certamente não terá resultado o resultado que se pretende.
Cada aluno precisa ter  condições de desenvolver a seu tempo e na maneira mais adequada para sua aprendizagem. Isto inclui mudanças nos períodos escolares para que respeite o tempo de aprendizagem do aluno e não seja unificado. Sendo assim, a primeira conseqüência seria o fim da reprovação escolar, mas mão significaria a aprovação sem o devido conhecimento. Porque cada estudante seria acompanhado em seu processo de aprendizagem e cada um poderia terminar cada fase em tempos diferentes.  Certamente os professores e gestores da educação tradicional considerariam utópica essa proposta porque seria impossível administrar uma escola dessa maneira. Nesse caso eu concordo como eles. Seria até mesmo impossível implementar uma mudança tão significativa enquanto a educação estiver sendo norteada para o ensino e não para a aprendizagem. No momento que torne mais importante a aprendizagem de cada aluno que a “turma” descrita no diário.  Que o professor seja de fato um orientador do processo de aprendizagem e não o encarregado de ministrar aulas poderemos certamente provar que na educação é mais importante a aprendizagem dos alunos que sistema escolar.


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