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Pelo menos nesse espaço posso expressar as idéias que parecem malucas. Afinal, porque termos medo de sermos malucos se todas as grandes personalidades da história foram consideradas malucas em seu tempo.


5 de agosto de 2007

MENTIRA TEM PERNA CURTA

Papai Noel estou de mal com o senhor. Esperei meu presente e não ganhei. Eu só queria uma boneca de verdade. Vi tanta criança que ganhou bastante presente que nem pediu e eu não ganhei. A minha mãe fala o tempo todo que quem é bem boazinha o Papai Noel dá presente; eu não ganhei. Agora não acredito mais nela só por sua causa. A minha mãe falou que o senho não achou a nossa casa, sei que não é verdade. Eu vi na televisão que o Papai Noel conhece todas as crianças. Por favor, traga minha boneca nem que seja depois do Natal. Eu moro perto da casa da Juliana e ela ganhou uma boneca do jeito que eu quero.

Maria



Está estória não é raridade. Certamente acontece muitas casos como esse todos os finais de ano. Demonstra quanto os pais devem levar a sério as fantasias das crianças. Afinal de contas, para elas não há fantasia, há realidade. Aparece com bastante ênfase um dos problemas comuns na relação com as crianças: a mentira. É comum o adultos aproveitarem das fantasias da criança para fazer inadvertidamente que suas ordens sejam obedecidas. Estratégia como essa pode causar transtorno psicoemocional pode resultar em problemas na adolescência, tais com insegurança ou mesmo a rebeldia provocada pelas descobertas de que seus pais, seus heróis em um primeiro momento da vida, mentiam ao fazem certas afirmações.
Na estória acima Maria, como tantas meninas pelo mundo afora, esperou seu presente de Natal que deveria ser trazido pelo Papai Noel e não obteve. Em dois momentos com natureza diferente Maria ressalta que sua mãe mentiu para ela. Na primeira, ela demonstra que acreditou que ela era boazinha e que portanto ganharia o presente. No segundo momento, pelo contrário ela já não acredita em sua mãe que diz que o Papai Noel não encontrou sua casa. Outro detalhe e que no primeiro momento ela diz não mais acreditar em sua mãe culpando o Papai Noel. Mas continua acreditar na fantasia, no Papai Noel. Isto se dá pela consciência empírica que prevalece no desenvolvimento psicológico da criança. É muito mais fácil acreditar que sua mãe mentiu, disso ela tem exemplo concreto, ela foi boazinha e não ganhou o presente esperado..
Os pais devem tomar cuidado para não se tornar nos principais mentirosos da vida da criança, e ainda por cima tenta impedir que ela não desenvolva o habito de mentir. Para que isso não venha acontecer, os pais devem ajudar nas fantasias mas não devem abusar dessa capacidade da criança na hora de instrui-los para que não tenha suas afirmações desmentidas a cada momento.

PROF. JOSÉ LAURO MARTINS. EDUCADOR.

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