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Pelo menos nesse espaço posso expressar as idéias que parecem malucas. Afinal, porque termos medo de sermos malucos se todas as grandes personalidades da história foram consideradas malucas em seu tempo.


13 de novembro de 2009

O QUE FAZ MAL PARA A EDUCAÇÃO: A COMUNICAÇÃO


Quem trabalha na educação já conhece o que significa dizer em uma reunião da escola que houve um “problema de comunicação”. Vamos provocar um pouco. Se você não trabalha na escola, como fica sabendo do que acontece na escola? A escola é lembrada na comunidade parte dessa sociedade ou como uma “caixa preta” de avião que é muito importante mas que ficamos sabendo que ela existe quando algo de errado acontece? Ainda mais, você tem ideia de como e quanto os professores usam os meios de comunicação como parte no ensino e não apenas para “tapar um buraco” quando falta um professor? Bem, eu poderia continuar perguntado mas vou parar por aqui.
Eu trabalho na formação de professores a vários anos e no curso de comunicação social a alguns anos. Nesse tempo pude perceber quando a área da comunicação é negligenciada na educação e na comunicação social. Convido a pesquisar os cursos de formação de professor e ver quantos tem em algum momento da formação estudos objetivos das mídias, das linguagens e da comunicação como instrumento pedagógico para todas as áreas de conhecimento. Do outro lado, nos cursos de comunicação social quando se fala da educação pensa logo na notícia.
Vamos ajuntar as coisas? Pensem como seria bom para a escola que contasse como o comunicador social como um profissional integrado na equipe para fazer o papel de assessor de imprensa para que a escola não aparecesse apenas nos acidentes, que participasse da organização dos eventos, que pudesse orientar os professores como usar os instrumentos de comunicação para melhor aproveitamento pedagógico. Imagine, um comunicador social junto com o professor de história podendo analisar um filme histórico.
Mais uma coisa é certa: não podemos negligenciar o uso das mídia na educação. Nossos alunos não aguenta ficar horas sentado numa posição desconfortável, cadeiras duras, salas barulhentas, mal ventiladas diante de um quadro (seja negro ou seja branco, não importa! É monótono a mesma coisa.) enquanto poderia estar diante televisão ou do universo da internet. Ainda mais. Os meios de comunicação fazem parte do cotidiano das crianças muito mais que nós podemos perceber. Segundo um estudo publicado pela UNESCO as crianças passam, em média, 3,5 horas por dia em frente à televisão. Esse tempo que as crianças gastam assistindo a televisão é, pelo menos, 50% maior que o tempo dedicado a qualquer outra atividade do cotidiano, como fazer a lição de casa, ajudar à família, brincar, ficar com os amigos e ler.(1)
Francamente não entendo como os cursos podem negligenciar tanto as tecnologias quanto os meios de comunicação tão presente na vida dos nossos alunos. Também não dá mais para manter essa postura de a televisão e a internet de quem esta diante do “bicho papão”. Que seja, mas não é sua negação que ajuda amenizar a participação que realmente pode ser negativa na vida das crianças. Penso que, ao contrário, esse meios devem ser integrado no nosso sistema de ensino. E não basta ser professor para saber utilizá-los. Tem que estudar como se faz comunicação social para aprender como utilizá-la de forma competente e responsável no processo pedagógico.
Aí nasce uma interface muito importante: a educomunicação.
(1) WILSON, Bárbara et al. A natureza e o contexto da violência na televisão americana in CARLSSON, Ulla. Feilitzen, Cecília (orgs.). A criança e a violência na mídia. 2. ed – São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2000.

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