Vamos lá. Parece uma reflexão banal, mas como diz Paulo Girardelli, o papel do filósofo é desbanalizar o banal. Quando se fala de educação superior já sabemos qual é o script: sala de aula como lugar que se dá o ensino, professores que ensinam e um projeto de curso que quase sempre se restringe ou no decorrer do curso termina atribuindo uma grau de importância a “grade” disciplinas no melhor estilo tecnicista e perdendo de vista o projeto pedagógico do curso com o um todo. Em regra geral os professores não passaram por nenhum curso que lhe ensinasse efetivamente a ser professor. Mas cursaram a licenciatura que tinha as disciplinas pedagógicas ou cursaram bacharelados e nem disciplina pedagógicas fizeram. Nos cursos de mestrado que seria esperado que fizessem a preparação para ser o mestre na “arte” de ensinar em sua área de formação também não atende pois não é comum ter conteúdos que objetivamente prepare os docentes para as implicações didática e metodológicas da vida docente. O que termina acontecendo que o mestrado privilegia a formação preliminar do pesquisador e negligência a formação docente propriamente dita.
A relação direta com do professor e o aluno é o elo fundamental nos cursos tradicionais, mas na educação a distância esse elo ganha novas variações e nos cursos devidamente planejado e com o nível de interatividade exigido para garantir a qualidade esse elo pode torna-se até mais forte. Ainda, se o curso for para formação de professores deve ter os conteúdos relativos didática e metodologia de ensino no curso. E com um detalhe: sem os professores para darem maus exemplos. Sim, maus exemplos quando não trabalham rigorosamente com os critérios didáticos e metodológicos pesquisados na própria academia. Então nos cursos a distância os alunos não têm a referência imediata do professor em sala de aulas para serem imitados, o pode facilitar a experimentação de novas metodologias. Claro que esse docente foi aluno em outros cursos e tivera outros professores no ensino básico que continuaram servindo como modelos. Porém, a médio ou longo prazo professores tradicionais perderão a influência a medidas que os professores com uma nova postura assumem a profissão.
Em síntese, entendo que a formação docente tradicional não tem atendido a necessidade de inovação metodológica por meio da formação acadêmica e a imitação continua sendo, talvez, o mais importante veiculo de métodos de ensino. Na educação a distancia não havendo a referência imediata do professor (modelo) e a necessidade de planejamento e produção antecipada dos conteúdos integrais considerados necessários na formação docente pode facilitar a iniciativa e a criatividade de estratégias de ensino que conforme as metodologias estudadas. Assim a educação a distância, tratada com a devida seriedade, pode romper com o circulo vicioso da formação docente.

Professor, escrevo para a Revista Dirigida (www.revistadirigida.com.br), que tem também o portal EAD (http://ead.folhadirigida.com.br), e gostaria de usar seu texto como artigo. Meu e-mail: deborathome@yahoo.com.br
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