1. COMPETIÇÃO. Sonhar com a sociedade contemporânea sem os interesses que se articulam na formação do sistema econômico-político-social é utopia, pois homem moderno é competidor.
2. RAZÃO? Deixando fluir um pouco de evolucionismo, constata-se que o homem está voltado à sua origens de forma muito perigosa, inclusive, pode-se entender que no desenvolvimento da razão manteve a sua irracionalidade. Visto que desde sempre, o homem procurou meios para melhorar as condições de vida, uma das maneira encontradas foi vida em grupos, o que facilitou a defesa. Pelo desenvolvimento do raciocínio e pela capacidade de acumular conhecimentos, possibilitou a criação de valores e regras sociais facilitou o desenvolvimento das sociedades e da tecnologia. Os problemas também multiplicaram e tornou-se necessário que o homem preocupasse na defesa dentro da própria espécie; o homem desenvolveu suas habilidades e tornou-se capaz de produzir catástrofes para a humanidade.
3. DESEJO. Nas sociedades antigas os inventos eram raros e havia tempo para que fossem absolvidos pela cultura, na sociedade contemporânea é preciso criar a necessidade estimulando capacidade de desejar do ser humano de maneira artificial para que os indivíduo venham adquirir os produto desenvolvidos visando apenas a acumulação de capital.
4. DESENVOLVIMENTO 1. Podemos dizer que a priori o desenvolvimento industrial não é nem bom nem mal. Dependendo da forma que é conduzido pode trazer conseqüências negativas irreparáveis para o desenvolvimento de uma sociedade.
5. DESENVOLVIMENTO 2. A Revolução Industrial possibilitou um desenvolvimento tecnológico desenfreado e o acúmulo de capitais e intensificou a marginalização de uma grande parcela da sociedade.
6. DESENVOLVIMENTO 3. Não sabemos se houve uma evolução ou uma deterioração da sociedade. Pode-se dizer que a arregimentação do cotidiano faz parte da estrutura do sistema capitalista. Assim a evolução tecnológica embruteceu o homem moderno. A tecnologia, ao contrário do que nos é apresentado, não fruto do desenvolvimento da humanidade. Tem sido fruto dos esforços de um número muito restrito de pessoas privilegiadas na obtenção do saber. Mas a sociedade em geral não participa desse processo de criação, simplesmente são-lhes dado a absolver os inventos que são muitas vezes desnecessários.
7. QUERER. Sem saudosismo, bastam pouco de realismo para perceber que tecnologia tirou dos indivíduos a possibilidade de querer conforme suas necessidades e força os indivíduos a aceitar os elementos espúrios á sua cultura.
8. SONHO. Principalmente nas sociedade consideradas subdesenvolvidas, grande parte da população que mantém alijada das possibilidades de consumo oferecidas pelo desenvolvimento tecnológico, vive apenas o sonho da aquisição de produtos exibidos nos meios de comunicação, enquanto uma pequena parcela da sociedade que deleitam agraciados pelas benesses do sistema econômico lhes reserva.
9. COPISMO. Observe que as sociedades em desenvolvimento, consideradas atrasadas em relação as sociedade industrializadas, partiram para o industrialismo e apelando para a copia como método para o seu desenvolvimento, importando técnicas e cientistas e deixaram de investir na educação e na produção de sua própria tecnologia; e isso causou um atropelamento culturalmente injustificável.
10. NOVIDADE. O desenvolvimento tecnológico deu-se conforme a capacidade de pensar de um número ainda menor de indivíduos encarregados de determinar o que o povo deve gostar, pensar, usar, (e outros verbos mais). Acontece que o povo de maneira geral não puderam acompanhar o desenvolvimento tanto por terem sido impossibilitados economicamente quanto pela questão cultural que mantém as pessoas apegadas aos valores já cristalizados.
11. CONSUMISMO. Os meios de comunicação contribui de forma substancial para o consumismo, necessário para a manutenção do sistema, mas isso não é suficiente para reduzir o espaço de tempo necessário para a introjeção dos novos elementos alheios à cultura de determinada população. Principalmente nas sociedades interioranas onde situa-se de forma dispersa grande parte da população. Em escala menor, acontece o mesmo nas periferias das cidades onde as condições de vida são precárias. Dessa forma podemos perceber que o sistema capitalista gerou um paradoxo na medida que concentrou a renda, produziu a marginalização de parte da sociedade, o que gera uma tensão negativa. Por outro lado o sistema precisa que população acomodada possa comprar para gere o lucro necessário sua manutenção.
12. O PEIXE MORRE PELA BOCA. Sobre que não se pode falar, se cale.
13. INSUFICIÊNCIA. O “computador” da sociedade contemporânea está programado para que os indivíduos sejam cada vez mais insuficiente diante da tecnologia. Por isso sentimos hoje uma certa a indolência que dificulta a reação às introjeções mirabolantes que o industrialismo impõe ao conjunto de valores sociais cada vez mais combalidos.
14. PODER E COERÇÃO. Só é possível a condução de uma sociedade composta de classes desiguais mantendo sobre controle as extensões do poder coercitivo através das instituições que compõe a sociedade e estende o poder ideológico do sistema às nuanças dos relacionamentos sociais.
15. PASSADO. Viver para o futuro pode ser uma forma promissora de progresso. Viver sonhando com no passado nada mais é que uma forma melancólica de viver o presente. Por outro lado, olhar o passado para que o presente possa se dar sem maiores constrangimentos constitui numa forma sensata de progredir; sabemos que o passado não é apenas alegoria, é real e experiências vividas pode ser a base sólida sobre para estruturar o presente.
16. O NOVO E O VELHO. Um povo traz em seu bojo uma cultura hereditária que não mudada ‘à toque de caixa’ e para que qualquer mudança substancial se efetive é precisa sentir-se dono dos novos elementos intrometidos
17. VIVER. O questionamento da cultura tecnológica ( o para quê ) projetada sobre os indivíduos acarreta um desfalecimento do ímpeto de vida por alienar as potencialidade em favor de algo exterior ao seu círculo vital. A cultura tecnológica caracteriza a vida conforme a sua utilidade e não considera uma das características básicas do ser humano: as emoções. O homem não está para ser útil à nenhum sistema a vida pleiteada desde o nascimento não tem tempo, apenas têm possibilidade a serem realizadas a serviço dele mesmo.
18. PARA QUÊ. O ritmo da sociedade contemporânea faz com que os indivíduos distancie das possibilidades normais de relação dos sentimentos com os outros e busque descargas de emoções na mesmas proporções que o indivíduo defronta em seu cotidiano oferecidos pelos meios eletrônicos de distração. O indivíduo cai num dilema catastrófico: fugindo do confronto com as outras pessoas, assume uma posição monolítica e estéril em seu círculo vital. Até pode ser que se torne mais produtivo, para nada mais coerente que a canalização das potencialidade do indivíduo para uma progressiva e sistemática utilidade de sua força de trabalho, mas que deteriora a qualidade de vida do indivíduo.
19. NOÇÃO DE TEMPO. Um lavrador que faz de suas atividades uma fonte de vida poderá afirmar que “este ano passou depressa’, como se esse sentimento inclusive uma alteração no calendário. O mesmo lavrador poderá afirmar inversamente caso tenha sido marcado por baixa na produção ou por outros problemas alheios à sua vontade. Para um operário que teve que bater cartão todos os dias, enfrentando a rotina diária de aperto no ônibus e poluição de todas as naturezas, consequentemente sentirá o tempo mais longo em relação ao desprazer que o cotidiano operário oferece. O tempo esses trabalhadores, operário e o lavrador, não tem a mesma dimensão, mesmo que o relógio ateste ao contrário.
20. QUEM É QUEM. Atentamos ao fato. Quando posicionamos em frente da televisão para assistir qualquer programa dispomos a uma relação monolítica onde só o aparelho fala e é insensível às emoções do espectador, mas não deixamos de ter as reações; ainda que de forma descoordenada diante do irreal (ou coordenado pelo virtual). O compacto de tempo apresentado em filme ou a notícia jogada uma atras da outra sem conexão, transforma a realidade numa adversária ao espectador; o tempo fora da tela acontecem noutra velocidade. Um sentimento de impotência desenvolvido no inconsciente do indivíduo, o faz com que haja uma fuga do confronto, não apenas os outros mas antes de tudo a fuga de si mesmo, é impotente e no confronto com as outras pessoas sua face é pouco a pouco descoberta. Essa fuga dele mesmo é caracterizado pela individualização na convivência com a família e com a sociedade. Essa individualização não é uma busca dentro de si mesmo de resposta para seus embates externos, é a fuga de seus próprios sentimentos mediante ao número de informações regulamentativas que vai desde a placa de transito até ao noticiário televisionado.
21. O TEMPO EM QUE SE VIVE . O tempo é intemporal, não existe subdivisão ou começo e fim. Em razão do tempo limitado espaço de tempo reservado a vida humana é que convencionou-se em aceitar o tempo subdividido. A vida do homem é restrita diante da ilimitada possibilidade temporal que a vida está submersa.
22. FIM DE ANO. Ao saber que o ano está terminando o sentimento de que o ano foi muito longo caracteriza o desalento que a vida moderna lhe proporcionou enquanto buscava melhores possibilidade de ser feliz veiculada pelos meios de comunicação.
23. CAPITALISMO 1. A estabilidade do sistema capitalista é baseado na manutenção da classe média. À classe média cabe o controle das extensões do poder.
24. LAZER. O sistema capitalista submete o homem ao tempo como se submetesse um automóvel á pressão do pé do motorista sobre o acelerador. Cada vez mais o lazer é buscado dentro de paredes e em proporções orgásticas como se os músculos acompanhassem o ponteiro do relógio para o relaxamento. Os televisores se apresentam como a principal fonte de descontração as classes mais baixas, os filmes buscam propiciar um clímax de emoção e fazer com que a adrenalina jorre enquanto o indivíduo desfruta de uma falsa inércia.
25. FELICIDADE. O homem sem se dar conta de que o tempo periodizado é mais uma arma contra a natureza, abraça o calendário como se fosse responsável pelos poucos dias festivos. O prazer não esta ligado nem ao relógio e nem ao calendário; a felicidade é uma constante que foge de qualquer periodização. O prazer de viver está relacionado como tempo que se vive em harmonia com as circunstância e as necessidades do homem na sociedade.
26. CAPITALISMO 2. É possível o alargamento da classe média no sistema capitalista, mas uma sociedade composta apenas de classe média seria, teoricamente, uma sociedade socialista.
27. PODER. A centralização do poder só é possível pela coerção.
28. CONSUMISMO. A sociedade de consumo precisa das diferenças econômico-sociais entre classes.
29. CLASSE MÉDIA 1. A Classe média tem condições de manter a “ordem”; possui os bens necessários para viver dignamente, em contraparte serve de amortecedor entre o poder instituído e a população destituída de poder.
30. CLASSE MÉDIA 2. À classe média interessa as aparências, as regras morais são válidas enquanto aparecem.
31. Pós-MODERNIDADE 1. Os vários discursos que tentam explicar as crises do homem contemporâneo buscam a sustentação nas mudanças e na instabilidade que provoca a atomicidade na sociedade.
32. Pós-MODERNIDADE 2. Os discursos que tentam explicar a pós-modernidade revela-se como um paradoxo em si mesmo. como explicar os estilhaço a sociedade da sociedade contemporânea? Se antes mesmo que a explicação seja formulada, já pode não ser mais válidas.
33. HOMEM CONTEMPORÂNEO 1. O homem contemporâneo procura seu lugar. Todas as direções oferecem alternativas; eis o desafio neste final de século.
34. DISCURSO PÓS-MODERNO 1O discurso pós-moderno tem que carecer de coerência, se não ele tende a contraditoriamente as totalizações da modernidade.
35. DISCURSO PÓS-MODERNO 2. Atualmente a única explicação válida para certos acontecimentos , é o próprio acontecimento.
36. Pós-MODERNIDADE 3. A noção de tempo da modernidade contemporânea não mais corresponde ao movimento que o homem contemporâneo está envolvido.
37. HOMEM CONTEMPORÂNEO 2. Carecemos de uma outra noção de tempo que não tenha como parâmetro o tempo de vida.
38. VERDADE E PODER. No jogo do poder as verdades não precisam serem ditas. Mas o dito precisa deve ter o poder de uma verdade.
39. VERDADE E MENTIRA Porque dizer a verdade ou porque dizer mentiras quando ambos não alterem a realidade
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